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Esperanto

1) Por que estudar o Esperanto? 
Por ser um idioma neutro, não está ligado a um país ou cultura específicos, podendo alcançar todos os continentes, todos os povos, todos os corações, sem qualquer tipo de imposição pela ?supremacia política e econômica de um povo sobre os demais? , conforme nos mostra a história de Roma com o uso do latim, na Antiguidade e, mais atualmente, os  Estados Unidos, com o inglês. O que na Antiguidade era feito à força da dominação e subjugação, agora é feito com um apelo subliminar.


O Esperanto busca, como língua-ponte (L2), a valorização e o fortalecimento da cultura do falante, por que este não a menospreza no processo de integração com o mundo.

É uma língua planejada, porém, diferentemente das outras tentativas, esta veio com o aval do Plano Espiritual, conforme nos informa Emmanuel em sua mensagem ?A missão do Esperanto?, para que através dela possamos ?sondar o pensamento daqueles que sofrem e trabalham noutros campos? , com vistas à unificação da Humanidade.

Honremos, assim, os propósitos sublimes desta língua, dedicando-nos a aprendê-la, um pouco a cada dia.

2) Como tudo começou?

 

Nasce o criador do Esperanto, Lázaro Luis Zamenhof, em Bialystok, Polônia, em 15 de dezembro de 1859. Muitos povos coexistiam, se expressando em diferentes línguas, o que dificultava a compreensão e ainda eram instigados a se odiar e a investir uns contra os outros pelas ruas de Bialystok, pelo comando Russo (Sartorato).

Zamenhof vivenciou essa triste realidade e, desejando ardentemente que houvesse entendimento entre as pessoas, elaborou o Esperanto (que significa ?aquele que espera? ), lançando, em 26 de julho de 1887, aos 28 anos, o primeiro livro sobre as 16 regras gramaticais da nova língua, além de alguns textos e um pequeno vocabulário.

  • Em 1905, ocorre na França, o 1º. Congresso Mundial de Esperanto.
  • Em 1914, a 1ª Guerra Mundial ?interrompe a expansão do movimento esperantista? (Sartorato).
  • Zamenhof desencarna em 14 de abril de 1917.
  • 1939 até 1945, a eclosão da 2ª. Guerra Mundial com perseguições e mortes de Hitler aos esperantistas. Rússia, China e Japão fazem o mesmo. ?A família de Zamenhof foi dizimada? (Sartorato).
  • A partir do fim da 2ª. Guerra Mundial, o espaço do Esperanto no mundo vem sendo ampliado a cada dia.

Aulas as quintas! As 18h.


3 ) O Esperanto em Niterói:
A primeira organização esperantista de Niterói, o Niteroja Grupo, fundado em 12 de setembro de 1906, não sobreviveu às dificuldades criadas pelas duas Grandes Guerras Mundiais, mas gerou energias suficientes para o nascimento, em 10 de setembro de 1947, do NITEK (Niterói Esperanto Clube), organização com personalidade jurídica, líder do Movimento Esperantista do Estado do Rio de Janeiro até a fusão desse Estado com o da Guanabara, em 1975. Atualmente, o NITEK cumpre a sua missão em Niterói, irradiando o ideal esperantista a municípios próximos.


 O NITEK manteve um convênio durante um longo período com a FEERJ (Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro), através do qual era cedida uma sala para a sede provisória do NITEK, desenvolvendo as atividades esperantistas previstas no Estatuto da FEERJ, para o seu Departamento Cultural.


Com a saída do NITEK para a sua sede própria, atualmente na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no. 207, sala 1609 - Centro - Niterói, RJ, uma série de dificuldades interrompeu a promissora atividade esperantista desenvolvida na FEERJ. A FEERJ, após o processo de unificação, passou a ser denominada Instituto Espírita Bezerra de Menezes e dando prosseguimento a divulgação ,  até hoje, estimulada por amigos incansáveis, encarnados e desencarnados, da Língua Neutra Internacional para todos aqueles que compreendem e desejam um futuro onde a palavra ?Fraternidade? seja a máxima nos corações.
O IEBM possui uma turma de Esperanto toda quinta-feira, sob a coordenador do estudo do Esperando da casa às 18h.
Clique aqui e leia a mensagem A MISSÃO DO ESPERANTO.

A missão do Esperanto
No cômputo das transformações por que passa o mundo, não são poucos os núcleos de organização espiritual que se instalam na Terra com vistas ao porvir da Humanidade. Se por toda a parte observamos o esboroamento das obras humanas, a fim de que se renove o caminho da civilização, contemplamos também as atividades do exército de operários das edificações do futuro, como se fossem construtores de um mundo novo, dispersos nas estradas terrestres, mas procurando ajustar suas diretrizes. São esses, sim, os artífices do progresso divino. Empunham o alvião formidável da fé, acima de tudo, n?Aquele que é a luz dos nossos destinos. No acervo desse aparelhamento de energias renovadoras, objetivando o vindouro milênio, quero referir-me ao Esperanto, abraçando fraternalmente o nosso irmão que se constituiu pregoeiro sincero da sua causa, obedecendo ao determinismo divino das tarefas recebidas nas luzes do plano espiritual.


Jesus afirmava não ter vindo ao Planeta para destruir a Lei, como o Espiritismo, na sua feição de Consolador, não surgiu para eliminar as religiões existentes. O Mestre vinha cumprir os princípios da Lei, como a doutrina consoladora vem para a restauração da Verdade, reconduzindo a esperança aos corações, nesta hora torva do mundo, em que todos os valores morais do Orbe periclitam nos seus fundamentos, assaltados pelas doutrinas da violência que embriagaram o cérebro da civilização atual, qual veneno amargo a destruir as energias de um corpo envelhecido.


Também o Esperanto, amigos, não vem destruir as línguas utilizadas no mundo para o intercâmbio dos pensamentos. A sua missão é superior, é da união e da fraternidade rumo à unidade universalista. Seus princípios são os da concórdia e seus apóstolos são igualmente companheiros de quantos se sacrificaram pelo ideal divino da solidariedade humana, nessas ou naquelas circunstâncias.


A língua auxiliar é um dos mais fortes brados pela fraternidade, que ainda se ouve nesse Planeta empobrecido de valores espirituais, neste instante de isolacionismo, de autarquia, de egoísmo e de nacionalismo adulterado.


O exemplo da Europa moderna nos faculta uma idéia dessa penosa situação. Todos os povos têm seus advogados entusiastas que, com orações ardorosas, justificam esta ou aquela medida de seus governos. As nações são grandes tribunas onde cada um fala se si mesmo, humilhando ou conquistando o que é de seu irmão. Cada um aplaude todo crime político, desde que seja praticado dentro de suas fronteiras. Entretanto, a grande Europa, essa entidade maternal e sublime, que cooperou para o aperfeiçoamento da Humanidade, que instruiu e educou, elevando o espírito do mundo, essa não tem advogados, não dispõe de uma voz que externe os gemidos de seu coração dilacerado, porque as fronteiras lhe dividiram todos os seus filhos, estabelecendo separações de areia e aço, transformando-a num deserto triste de corações, onde não existe a fonte de amor para reconfortar as almas.


Sim, nesta hora o Esperanto é uma força que atua para a união e a harmonia, com o facilitar que se estabeleça a permuta dos valores universais do pensamento, em forma universalista. Sonho? Propaganda só de palavras? Novo movimento para criar um interesse econômico? Todas essas suposições poderão ser formuladas pelos espíritos desprevenidos; mas, somente pelos desprevenidos, que aguardam a adesão geral, para comodamente expressarem suas preferências. Os que, porém, buscam a luz da sinceridade para o exame de todos os assuntos, saberão encontrar, no movimento esperantista, essa claridade reveladora que, em realizações sagradas, desde agora, esclarecerá, mais tarde, as idéias do mundo, fazendo ressaltar a nobreza dos seus princípios, orientados por aquela fraternidade que nasce do pensamento divino de Jesus, para todas as obras da evolução humana.


Sim, o Esperanto é lição de fraternidade. Aprendamo-la, para sondar, na Terra, o pensamento daqueles que sofrem e trabalham noutros campos. Com muita propriedade digo: ?aprendamo-la?, porque somos também companheiros vossos que, havendo conquistado a expressão universal do pensamento, vos desejamos o mesmo bem espiritual, de modo a organizarmos, na Terra, os melhores movimentos de unificação

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Deus é venerado pelos homens através de numerosas línguas, de que se servem as seitas e as religiões, todas tendendo para o maravilhoso plano da unidade essencial. Copiemos esse esforço sábio da natureza divina e marchemos para a síntese da expressão, malgrado a diversidade dos processos com que exprimem os pensamentos.


Todo esse esforço é de fraternidade legítima e, rogando a Jesus que abençoe os trabalhos e as esperanças de nosso irmão presente, que lhe santifique os esforços e os de seus companheiros na tarefa que lhes foi deferida pelas forças espirituais, deixo-vos a todos vós os meus votos de paz, aguardando para todos nós, discípulos humildes do Cristo, a bênção reconfortante de seu amor.
Emmanuel

(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier na cidade de Pedro Leopoldo (MG), em 19 de janeiro de 1940, durante uma sessão em que estava presente Ismael Gomes Braga, o grande pioneiro espírita-esperantista do Brasil.)

 


Sartorato, Aloísio. Esperanto para principiantes. 9ª. edição, 2008. Liga Brasileira de Esperanto.

Emmanuel. Fonte: WWW.febnet.org.br/blog/geral/estudos/a-missao-do-espiritismo.

WWW.pt.wikipedia.org/wiki/Esperanto.

Sylla Chaves. Oportuna Po?vortaro. Eldonejo Oportuno, 2008.



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